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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Erix


Erix (Eryx), na mitologia grega, foi um deus aquático de grande beleza. Sua genologia era confusa, com autores afirmando que ele era filho de Poseidon, de Afrodite e Butes ou apenas de Afrodite. Dizem que visitou várias vezes a Terra em forma humana para "namorar" com mulheres humanas. Ou na sua versão feminina, ao qual também vinha para a Terra para "namorar", ou simplesmente fazer com que os mortais se apaixonem por ela, porém, quando quem ela quer não se apaixona por ela, sua irá pode ser mortal.

Na sua versão masculina, Erix foi um rei da cidade de Eryx (Sicília), na mitologia grega. Segundo o mito, Erix erigiu o templo de Afrodite Ericina, no topo da montanha siciliana que recebeu o nome do herói.

Orgulhoso de sua força prodigiosa e da sua reputação como pugilista, desafiava a todos que se apresentassem nas redondezas, e costumava matar os que vencia. Foi o que fez quando viu Héracles entrando na cidade, com os bois de Gerião. Ao saber que se Héracles perderia sua imortalidade se perdesse os bois de Gerião, colocou seu reino no jogo, em troca dos bois.

Fonte: Wikipedia

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Eros



Eros era o Deus grego do amor, um dos Erotes. Primeiramente foi considerado como um Deus olímpico, filho de Afrodite com Ares, ou apenas de Afrodite, conforme as versões. Ele é normalmente sempre retratado em pinturas acompanhado da mãe.

Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.
Eros é retratado como uma criança alada, de cabelos louros, com aparência de inocente e travesso que jamais cresceu (que sem dúvida simboliza a eterna juventude do amor profundo). Portando um arco e flecha e até mesmo com uma tocha acesa. Sempre pronto a atingir de forma certeira suas flechas "envenenadas" com amor e a paixão. Os alvos sempre sendo a região do coração e do figado.

O arco, a flecha, as tochas e os olhos vendados simbolizam que o amor se diverte com todas as pessoas de que ele domina, pois o amor é cego, e avassalador.

Um dos mitos mais belos e conhecidos da mitologia grega é a de Eros e Psiquê. Eros, filho de Afrodite, já Psiquê, mortal, era uma das três filhas de um rei, todas muito belas, capaz de despertar a admiração de qualquer pessoa, tanto que muitos vinham de longe para apreciá-las. Logo, as duas irmãs de Psiquê casam-se. Apenas a jovem não casa, ainda que seja a mais bela das três, e justamente por isso era a mais temida, já que sua beleza fazia seus pretendentes terem medo. Consultando os oráculos, os pais da jovem entristeceram-se pelo destino da filha, já que foram aconselhados a vestirem-na com trajes de núpcias e colocarem-na num alto de um rochedo para ser desposada por um terrível monstro.

Assim que a jovem foi deixada no alto do rochedo, um vento muito forte, Zéfiro, soprou e a levou pelos ares e ela foi colocada em um vale. Psiquê adormece exausta e quando acorda parece ter sido transportada para um cenário de sonhos, um castelo enorme de mármore e ouro e vozes sussurradas que lhe informavam tudo que precisava. Foi levada aos seus aposentos e logo percebeu que alguém a acompanhava e logo descobriu que era o marido que lhe havia sido predestinado, ele era extremamente carinhoso e a fazia sentir bastante amada, mas ele havia colocado uma condição, que ela não poderia vê-lo, pois se assim o fizesse o perderia para sempre. Psiquê concorda com a condição e permanece com ele. O próprio Eros, que tinha sido encarregado de executar a vingança da mãe, se apaixonara por Psiquê, mas que tem de se manter escondido para evitar a fúria de Afrodite.
Com o passar do tempo, ela se sentia extremamente feliz, porque seu marido era o melhor dos esposos e a fazia sentir o mais profundo amor, mas resolve fazer-lhe um pedido arriscado: o de ir visitar seus pais, mesmo com a advertência dos oráculos e o temor do esposo, ela insiste, até que ele cede.


Da mesma forma que foi transportada até o seu novo lar, Psiquê vai até a casa dos pais. O reencontro gera a felicidade dos pais e a inveja das irmãs, que enchem-na de perguntas sobre o marido, e ela acaba revelando que nunca vira seu rosto. Elas acabam convencendo-na que ela deveria vê-lo e ela se enche de curiosidade.

Quando a noite chega e ela retorna à casa, o coração dela está totalmente tomado pela curiosidade, então ela acende uma vela e procura ver o rosto do marido.
Ela fica totalmente extasiada e encantada pela beleza estonteante do marido oculto, Eros, que teria feito esse pedido para que a esposa se apaixonasse pelo que é e não pela sua beleza. Psiquê ficou tão deslumbrada pela visão do esposo que não percebeu que uma gota da cera da vela pinga no peito do amado e o acorda assustado. Ele, ao ver que ela tinha quebrado a promessa, a abandona.



Sozinha e infeliz, Psiquê começou a vagar pelo mundo. Passando, assim, por vários desafios e sofrimentos impostos por Afrodite como uma vingança por ela ter ferido o seu filho, a jovem luta  tentando recuperar o seu amor, mas acaba entregando-seà morte, caindo num sono profundo. Ao vê-la tão triste e arrependida, Eros, que também sofria com a ausência da amada, implorou a Zeus que tivesse misericórdia deles. Com a concessão de Zeus, Eros usou uma de suas flechas, despertando a amada, transformando-a numa imortal, levando-a para o Olimpo.
A partir daí, Eros e Psiquê nunca mais separaram-se. O mito de Eros (o amor) e Psiquê (a alma) retrata a união entre o amor e a alma.
Em grego "psiquê" significa tanto "borboleta" como "alma". Uma alegoria à imortalidade da alma, simboliza também a alma humana provada por sofrimentos e aprovada, recebendo como prêmio o verdadeiro amor que é eterno.

Fonte: Retirado do site: InfoEscola
Retirado do site: Wikipedia
Fontes: KERÉNYI, C. Os Deuses Gregos. Trad. O.M. Cajado. São Paulo: Cultrix, 1993.

SOUSA, E. História e Mito. Brasília: Ed. UnB, 1981.